Xico Sá, Maria Ribeiro e Duvivier destacam a importância da leitura

A Livraria Cultura recebeu, na agradável noite do último dia 9 de agosto, o jornalista Xico Sá, a atriz Maria Ribeiro e o escritor Gregório Duvivier para o bate papo “Você é o que lê”. O encontro ocorreu na loja do Conjunto Nacional, em São Paulo, e foi mediado pela apresentadora Sarah Oliveira.

Fiquei muito honrado e feliz quando recebi o convite dos administradores do Cabruuum para cobrir o evento. Adoro acompanhar conversas assim e ouvir outras pessoas. Conhecer outros pontos de vista, sempre me traz novas ideias. Mas, como todo brasileiro, saí esbaforido do trabalho. O evento começava às 19h e, meia hora antes, eu ainda estava no trabalho.

Correndo, desliguei o computador, marquei o ponto e peguei o primeiro ônibus sentido Avenida Paulista – sorte que eu trabalho no começo da Avenida Brigadeiro Luiz Antonio, porém, mesmo assim, precisei andar rápido até a Livraria. Combinei com uma amiga para acompanharmos o evento juntos e ela já estava a caminho.

Cheguei dez minutos depois do horário marcado para o início da conversa, mas tudo só começou 20 minutos depois – se eu soubesse tinha andado mais devagar! A livraria estava tomada de pessoas, de todas as idades, raças e credos. Até o Zeca Camargo estava presente. Todos aguardavam ansiosos para ouvir o que aqueles três personagens tinham a dizer e, principalmente, saber se eles eram “aquilo que liam”.

crédito: você é o que lê
crédito: você é o que lê

O boêmio Xico Sá deu início à conversa e já cativou 90% da audiência presente. Para o jornalista, o grande herói da literatura mundial é “Harry Potter”, e parabenizou a autora J.K. Rowling que, por meio das histórias do bruxinho, iniciou milhares de crianças e adolescentes no mundo da leitura: “Quando eu achei que a humanidade iria se resumir à leitura de poucos caracteres, eu vi um menino no aeroporto lendo Harry Potter. O mundo renasceu para mim porque os livros da J.K. têm o principal da vida: o medo de existir”.

Comentando sobre suas primeiras experiências, Maria Ribeiro disse que as crônicas a iniciaram no mundo da leitura e, envergonhada, declarou que só leu “Os Maias”, de Eça de Queiroz, após assistir a série da TV Globo. Para a atriz, é válido que outras mídias incentivem a leitura, bem como ela  e apoia as adaptações feitas para o cinema e a TV. Maria citou ainda outra experiência da infância quando, aos dez anos de idade, sua mãe a levou para assistir “A Hora da Estrela” no cinema.

Quem arrancou várias gargalhadas da plateia e até puxou um coro de “Fora, Temer” foi o escritor e roteirista do Porta dos Fundos, Gregório Duvivier. Ele foi o mais politizado da noite e não perdeu a oportunidade para criticar a atual situação do país. Duvivier acredita que nós somos aquilo que lemos: “Nós somos a soma daquilo que lemos e, quando penso em leitura, é num sentido amplo de você ler não apenas os livros, mas também a realidade a sua volta”.

O escritor mencionou acreditar que todo autor é um exibicionista por natureza, pois coloca parte ou toda a sua vida nos seus textos. Xico Sá, autor de diversas crônicas, reafirmou o pensamento e complementou que usa pessoas como inspiração para os seus textos. Mencionou o caso ocorrido com um grande amigo seu que era sempre referência em suas crônicas e que pediu, carinhosamente, para nãos ser mais homenageado por ele: “Amigo, agradeço as homenagens, mas você esta me f.. lá em casa”, declarou Xico às gargalhadas.

Os três comentaram a dificuldade que enfrentam para iniciar a escrita de seus textos e destacaram a importância de insistir e nunca desistir de escrever. Foram quase duas horas de conversa, com pinceladas de humor refinado, risadas, muita sabedoria e humildade. Eu, essa pessoinha que escreve este texto, identifiquei-me em muitas vezes com o que era dito por eles. Confesso que uso meus amigos como inspiração nos meus pequenos textos e devaneios literários e poéticos. Desisto nunca e não me rendo jamais; o máximo que acontece é eu jogar o texto de lado e voltar depois, mas o coitado sofre até chegar onde eu quero. Realmente, a vaidade faz parte. Quem não gosta de receber elogios? Eu não sou diferente. E, além dos amigos, fatos que ocorreram na minha vida também fazem parte dos meus escritos.

Ops, para terminar! Não me esqueci dela, minha amiga que me fez companhia durante todo o tempo. Ao final do evento, um pouco antes da sessão de autógrafos, virou tiete e se jogou na multidão para fazer fotos e se divertiu digladiando entre as moças presentes para tirar foto. Teve êxito com o Xico e o Duvivier, mas perdeu a Maria e a Sarah. Saiu triste: “gosto tanto da Maria…”, reclamou cabisbaixa. E só fiquei observando… estava sem grana para comprar um livro e sem paciência para enfrentar uma enorme fila de autógrafos.

Sai do local pensativo e fiquei com uma pergunta na cabeça que quero fazê-la para vocês leitores do Cabruuum: você é o que lê?

crédito: Cabruuum!
crédito: Cabruuum!

Para quem quiser saber mais:

Sobre o evento (geral):

Sobre o evento (completo):

Sobre Noarr: clique aqui.
Sobre Livraria Cultura: clique aqui.
Sobre “Você é o que lê”: clique aqui.
Sobre Sarah Oliveira: clique aqui.
Sobre Gregorio Duvivier: clique aqui.
Sobre Maria Ribeiro: clique aqui.
Sobre Xico Sá: clique aqui.

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