O poder de Akira

CABRUUUM CONVIDA: MiojoGeek

Eu devia ter uns oito anos quando Akira, de Katsuhiro Otomo, chegou à locadora do meu bairro.

Lembro-me de assistir e achar irado, apesar de não ter entendido muito bem a trama. O que importava para o pequeno Orlando, era a qualidade da animação, as motos, explosões… Foi o primeiro longa-metragem japonês que assisti, e foi amor à primeira vista.

Anos mais tarde, soube que o filme havia se baseado num quadrinho japonês, que eu nem sabia que se chamava mangá naquela época. Corri atrás, mas não achava por nada, aí desencanei. Alguns anos mais tarde, acabei lendo em scan alguns volumes, sem nunca ter concluído.

Quando soube que a Editora JBC estava para relançar os volumes, eu tive um treco. Acabou que o lançamento foi adiado algumas vezes por não estar em conformidade com os padrões esperados pelos detentores dos direitos da obra e aí começou uma novela. Quando conseguiram, finalmente, lançar aqui o primeiro volume, foi aquela ansiedade de garantir o meu e ler a obra como ela foi feita para ser apreciada.

A história desse primeiro volume se preocupa em apresentar os personagens, nos ambientar e dar início à trama que se segue nos próximos volumes. Fazendo um breve resumo da história, ela se passa numa Neo-Tokyo pós-Terceira Guerra Mundial.

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O mundo foi devastado e os jovens passaram a se dedicar ao caos e a implantar o terror com suas gangues, drogas e motos. Em uma dessas noites de rolê sem freio, o líder da gangue Kaneda e seus amigos se envolvem em um acidente. Seu melhor amigo, Tetsuo, atropela uma criança com feições bem diferentes do usual, para dizer o mínimo, e após esse evento, Tetsuo começa a sentir reações esquisitas que despertam nele um poder incontrolável. Isso atrai a atenção do governo, que tem uma divisão que trata de assuntos sobrenaturais e que, por fim, captura o garoto. Kaneda tenta salvar seu amigo enquanto a poderosa entidade está prestes a despertar.

A história continua ótima, com um ritmo alucinante e ilustrações extremamente detalhistas que demonstram por que o mangá se tornou um referencial para a cultura cyberpunk.

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Sobre o animê, Katsuhiro só aceitou que a adaptação fosse feita se ele mesmo produzisse e tivesse total controle criativo. O resultado foi um longa-metragem com 2.212 tomadas e mais de 160 mil quadros desenhados à mão, senhoras e senhores – mais do que o dobro dos animês da época, o que lhe confere uma fluidez que deixa o filme lindo e atual até hoje.

O filme também usou 327 cores diferentes, sendo que 50 delas foram criadas especificamente para a produção. Já houve diversas tentativas de fazer o filme em live action, mas, graças ao deus que você quiser, nunca saiu do papel.

Mangá e animê maravilhosos que levam 10/10 fácil. Queria tanto que os outros volumes chegassem, ao menos, de forma bimestral, mas acho que vai ser anual mesmo.

Enfim, se você curte filmes distópicos, Ghost In The Shell, e ainda não leu, leia. Indico para acompanhar a leitura a trilha do animê ou a trilha do filme Tron: Legacy, que foi a que eu usei e casou top.


Para saber mais sobre:

MiojoGeek (Orlando Neto): Instagram

Akira – Mangá: Wikipedia / JBC

Akira – Animê: IMDb

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