Caminhos da 24ª Bienal do Livro de SP

No dia 26 de agosto, com o tema “Histórias em Todos os Sentidos”, ocorreu a abertura da 24ª Bienal Internacional do Livro de São Paulo. O Cabruuum esteve lá, representado por sua mais nova colaboradora, Wacinom. Foi a primeira vez que ela foi para uma Bienal. Quer saber como foi o primeiro dia e quais estandes chamaram a atenção? No final do texto eu deixo o link para você.

Primeiramente, quero contar para vocês sobre o domingo, dia 28 de agosto. Estive no evento com a colaboradora Paulinha e aproveitamos a presença da Wacinom e a nossa, em dias diferentes, para combinarmos uma experiência inédita no Cabruuum: no lugar de um texto apenas, faríamos dois sobre um mesmo tema. Ou seja, cada um deveria passar suas próprias perspectivas sobre a Bienal.

Fez parte do trato, também, ler o texto do outro apenas depois de publicados no site.

Bora lá! Boa leitura =)

Suados ingressos do caixa 19

Até chegar ao caixa número 19 e comprar um ingresso para a 24ª Bienal Internacional do Livro de São Paulo foi suado. E não estou reclamando, não. Já explico o motivo.

Diferente da colaboradora Paulinha, que entrou com a credencial, eu não tinha ingressos em mãos. Sim, eu poderia ter comprado pela internet, antecipado, mas como estava na dúvida sobre qual dia realmente iria conseguir ir ao evento, fui prorrogando, prorrogando…

Faltando 15 minutos para o meio dia, entrei na fila da bilheteria. Estava tudo livre! O destaque ficou por conta das grades da fila que formavam um zigue-zague interminável, daqueles que você sabe que vai andar muito e pouco sairá do lugar de um corredor para o outro, sabe? Que você nem consegue calcular quantas voltas ainda faltam para o final?  Que só os sedentários, como eu, podem ter reparado? Então, essa foi a razão de ter sido suado. Suei!

Mas, aquele momento, rendeu mais piadas por parte dos visitantes do que reclamações. “Imagina apenas duas pessoas para montar tudo isso? Já pensou se um cara erra uma fileira e ferra toda a bagaça?” e “Definitivamente, não estou preparada fisicamente para essa Bienal” foram algumas que pude ouvir (não era só minha consciência).

A fila só empacava quando algum grupo mais empolgado resolvia tirar uma selfie ali mesmo. Fora isso, tudo muito tranquilo. Já era a minha vez. “Acredito que agora somos em 87 caixas, mas ainda tem gente para chegar e ajudar o pessoal aqui”, disse a simpática atendente do caixa 19.

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Atendimento rápido na bilheteria da Bienal

Ingressos em mãos \o/

Paguei R$25 (inteira). Jurava que tinha sido mais barato em 2014, mas não tinha certeza. Depois, pesquisando em casa, viria a confirmar o aumento em matéria publicada pela “Folha de São Paulo”:

“Com valores cheios de R$ 20 (para visitas de segunda a quinta) e R$ 25 (sexta e fim de semana), os ingressos deste ano estão, respectivamente, 81,8% e 78,6% mais caros no comparativo com a edição anterior – em 2014, os valores praticados foram de R$ 11 e R$ 14”.

Igual, mas com sensação de diferente?

Segundo o site oficial da Bienal, a estimativa é a de que aproximadamente 700 mil visitantes passariam por lá. Os números não são tão diferentes de 2014 quando, também em 10 dias de evento, reuniu 720 mil pessoas.

Lembro bem o quanto era difícil andar nos corredores sem ser empurrado diversas vezes na edição anterior. Considerando a minha visita há dois anos, sinto que a grande diferença desta edição tenha sido o conforto.

Segundo a organização, os corredores menores passaram de 3 para 5 metros e, os mais largos, de 5 para 10 metros. Bem melhor! Confesso que assustou um pouco, pois passou uma impressão de que tinham menos pessoas, sim. Espero que seja apenas uma percepção visual.

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Um dos corredores/estandes mais cheios no domingo

(Vale a pena mencionar que o último final de semana da Bienal costuma ser comprovadamente mais cheio do que o final de semana da abertura)

Outro ponto positivo foi o aumento da área de alimentação. Por mais que os preços sejam inflados, opções não faltaram. Em um post recente, reunimos 5 dicas rápidas para aproveitar melhor a Bienal e lá você confere como gastar menos com comida e água.

Guilherme Sobota, repórter do “O Estado de S. Paulo”, foi no mesmo domingo e, em seu texto, destacou outra mudança positiva. “As senhas distribuídas previamente para os autógrafos dos autores que participam da programação oficial evitam confusões e gritarias descontroladas, como ocorreu na última edição em 2014”.

Livros? HQs? Autógrafos?

Compramos, compramos, pegamos! Vamos postar em breve as nossas aquisições. Já até rolou um “SnapInsta” com algumas das novidades.

No entanto, fomos econômicos. Nesta edição, até pela situação financeira, estávamos com as compras pré-determinadas e não fugimos tanto das metas como em 2014.

A intenção era sentir mais o evento, sem nos comprometer com horários de programações ou outras atividades. Ainda assim, conseguimos senhas para acompanhar “Super-heróis no mundo real”, bate-papo que seria entre os quadrinistas Vitor Cafaggi e Shiko, com mediação do editor Toninho Mendes.

Bienal do Livro - Super Herois
Cafaggi, Daniel e Paulo no Salão de Ideias da Bienal

Da programação original, apenas Cafaggi conseguiu marcar presença. Os outros dois foram substituídos por Paulo Maffia, editor de quadrinhos Disney, e Daniel Lameira, editor da Aleph. O bate-papo foi bastante descontraído, com a opinião dos participantes sobre as novas gerações de heróis nos quadrinhos, a influência destes personagens na vida real e algumas informações positivas sobre o mercado brasileiro de quadrinhos, principalmente o infantil.

Resumindo: Valeu a pena?

Com certeza.

Algumas pessoas vão dizer que os preços não eram bons, que o estacionamento era muito caro, etc.

Respeito e até concordo com muitos desses pontos, mas uma boa preparação pode evitar frustrações como, por exemplo, pesquisar na internet o valor dos livros antes de adquiri-los. Na maioria das vezes, já sabíamos o que valia a pena ou não comprar.

Não aconselho ir ao evento apenas para encontrar ofertas imperdíveis. É uma oportunidade para encontrar pessoas e ver se aquele artista é simpático mesmo, bater um papo com aquele editor foda, ver de perto aquele youtuber que você acompanha sempre, mas que você nem tem certeza se ele é alto ou baixo. É hora de passar a mão na capa dos livros, sentir o cheiro das páginas e bater um papo presencial com pessoas que têm gostos parecidos com o seu.

Conseguimos encontrar um amigo, Marquinhos, fã incondicional da Mauricio de Sousa Produções. Ele é um carioca – mora em Minas Gerais – e nunca havíamos nos encontrado, apenas via face e whats.
Se valeu a pena? Com certeza.


O Cabruuum esteve na abertura da 24ª Bienal Internacional do Livro de São Paulo representado por sua mais nova colaboradora, Wacinom. Quer saber como foi o primeiro dia e quais estandes chamaram a atenção? Confira o texto no link: “Bienal do Livro em SP – a primeira vez a gente não esquece”


Curtiu esse texto? Também esteve na Bienal?
Compartilhe a sua experiência com a gente =)
Abaixo, uma galeria com fotos que tiramos lá no dia:

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Para quem quiser saber mais:

Sobre a Bienal do Livro: clique aqui.
Sobre o texto da Folha de São Paulo: clique aqui.
Sobre o texto do Estado de São Paulo: clique aqui.
Sobre o texto da Wacinom: clique aqui.
Sobre a Editora Aleph: clique aqui.
Sobre os quadrinhos Disney: clique aqui.
Sobre o Vitor Cafaggi: clique aqui.

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